Sentimetal Heart
Sempre tive uma visão romantizada de como se aproximar de alguém cujo único interesse fosse o flert. Criei um estereótipo de cinema, onde os romances são uma ironia do destino. Seu melhor amigo de repente, em uma epifania, vira o amor da sua vida, que sempre esteve ao seu lado e você não viu. Com isso, vem o temor de me aproximar de uma pessoa com alguma pretensão premeditada. É como se eu estivesse quebrando um vínculo de naturalidade que culminaria num desastre amoroso, como um castigo da vida por eu interferir no roteiro do destino. É por isso que não tenho e acho que nunca terei o menor jeito de me aproximar de um homem com este intuito. Mas, como Oscar Wilde descreveu em melhores palavras em O retrato de Dorian Gray: parecer natural é o pior que você pode fazer em público... Posso tentar não dar tanta importância a isso. Quem sabe eu e o homem que desejo e/ou desejarei não se esbarre num desses lugares cheios de gente e juntos abaixados para pegar as coisas que caíram - claro, da minha mão - então trocando olhares intensos, nos descobrimos um para o outro. É!!!!!!CA!! Essa fase Shakespeare Apaixonado já passou, mesmo! Então acabo com Oscar...
Mais ainda:
independentemente de todo pensamento ou desejo consciente, não poderiam os objetos que nos rodeiam vibrar em uníssono com o nosso temperamento e as nossas paixões, átomos atriando átomos, num amor secreto de singular afinidade?
Escrito por mari às 01h45
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Velha aliada
A história de uma velha aliada de todos nós: a confiança Meu conflito maior de todos é decidir entre achar a confiança necessária (ainda) hoje em dia, ou propagar de vez que a confiança é uma velha aliada perdida. É como escrever de cima do muro. Hoje em dia não se confia em mais ninguém: o fato. Mas por quê preservar o resto de confiança que nos falta nos outros (se é que falta)? Que crueldade! Mas é verdade, olhemos pelas páginas na internet... Nada me aborrece mais do que acessar alguma página e dar de cara com um BLOQUEADO! Posso parecer egoísta, que penso só em mim, mas acho que estar na internet e numa página de relacionamento já é entrar na chuva, e as pessoas tentam se garantir com uma falsa segurança que esses possíveis bloqueios trazem. Não tiro o direito delas. Porém, não concordo muito. Se tem algo que não quero compartilhar com os outros, o último lugar que colocaria esse "algo" seria na internet. Se julgo que isso me comprometa, mantenho só para mim. Está difícil de entender, eu sei. O que quero dizer é que, bloquear fotos, mensagens e afins, não faz de você uma pessoa mais reservada e sim mais individualista. Tá, eu sei que rola uma dorzinha de não poder ver algumas imagens megaf... Mas rola também uma crítica meio fundada. Esse é o lado imperdoável (para mim). O lado perdoável é a vida real e não o second life. Tenho pavor de estranhos: conversar uma tortura, passar perto na mesma rua à noite, o fim. Tudo porque não se confia em mais ninguém. E as mulheres têm motivos de sobra para isso. E com razão. Mas até onde vai essa razão? Até a loucura? a paranoia maior? É por isso que às duras penas ainda tento dar créditos às pessoas e confiar nelas. Tenho um pé atrás, sempre. Só quero poder confiar, se me decepcionar levo uma lição, se me surpreender levo um sonho à mais na bagagem: que ainda podemos acreditar nas pessoas e acreditar que a velha aliada confiança pode caminhar conosco como forma de multiplicar a paz e o amor nesse mundo de insensíveis.
Escrito por mari às 01h51
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Azar
Continuando a saga de azar que anda sobrevoando a minha existência... O começo das coisas que comprei e só tive azar nesses últimos dias: Primeiro, meu mp4 de apenas cinco meses de vida já quebrou. Foi para o corrêio porque não tem assistência técnica na cidade. Segundo: fui com os olhos brilhando comprar um dvd do Almodovar que estava na promação, e quando chegou, era simplesmente uma versão slim, que eu ODEIO. Terceiro (e pior): tb com o sangue economista da família fui como criança atrás do doce quando vi um gravador de dvd interno que estava precisando para o meu então, cansado e lotado computador... a memória virtual já foi pro espaço e ali estava a chance de diminuir meu trastorno mecânico. Pois é, foi uma maravilha, o gravador chegou em uma semana, bonito, vivo e útil, se não fosse o fato ínfimo de que a entrada SA-TA não era compatível com a do meu PC. Ou seja, a burralda em era digital não imaginava esses detalhes. Lá vai o gravador para devolução. A mulher dos correios não me aguenta mais dispachando caixas com produtos em devolução hehehhe. Quarto (ainda bem que o dinheiro não era meu): Um amigo e eu fizemos uma sessãozinha cinema em casa e em meio a surtos de consciência pesada comprei uma pipoca de microondas para o filme. Levei uma mais leve, aparentimente sem trans, menos colesterol e bla bla bla. Na primeira degustação quando cheguei em casa, senti o amargo ou pior, o doce gosto da pipoca, que estava nitidamente estampado na embalagem: "doce/salgado". Que ser humano compra uma pipoca sabor doce/salgado? Azar? Só ganhando oscar, pra ser mais azarão!
Escrito por mari às 02h56
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